Era o dia do lançamento do projeto Tabuleiros
Digitais, que mudaria para sempre o contexto da Faced
O ano: 2004. A Faculdade de Educação, da Universidade Federal da Bahia, inaugurava o projeto Tabuleiros Digitais. Mais uma idéia ousada nascida da imaginação do professor Nelson Pretto. Você deve estar se perguntando que mistura é esta... Não é bem uma massa de acarajé, mas quase... A inspiração das baianas foi a base para a criação dos móveis. Nada de carteiras ou mesas de escritório. Nada de formalidades num ambiente em que se pretende que os sujeitos desenhem seu próprio percurso. A mesa é mesmo um tabuleiro.


Mas menino mexendo em máquina não é inclusão digital, reforçam os pesquisadores do GEC - Grupo de Pesquisa em Educação, Comunicação e Tecnologias -, da Faced, liderado pelo professor Nelson Pretto e pela professora Maria Helena Bonilla. Hummmm... E isso tem sido um problema! Tornar os Tabuleiros um lugar de educação - e quem sabe de formação!

Embora haja monitores que dão suporte aos utilizadores, a intenção é interferir o mínimo possível nos processos. O tempo indicado é de no máximo uma hora, para que outros possam utilizar. Respeitar isso, nem sempre é fácil. O cuidado com as máquinas também faz parte do aprendizado. E mais: a movimentação do público principal - os meninos da vizinhança - estrangeiros naquele ambiente acadêmico, nem sempre é algo tranquilo...
Discussões entre eles, impaciência de alguns funcionários, o não saber lidar com as normas de convivência de uma universidade, o incômdo latente... Como resolver a situação? Como entender este processo de ensino-aprendizagem? Como mediar esta relação? É o que vem tentando responder a professora Bonilla, atual coordenadora do Projeto, e a direção da Faced.
