terça-feira, 25 de maio de 2010

NOVO LIVRO DE NELSON PRETTO DISCUTE O USO DO RÁDIO NA EDUCAÇÃO


Rádio, teatro, educação, história da comunicação, produção de conhecimento. Tudo isso junto, em um momento especial. O lançamento do livro Do MEB à WEB: o rádio na educação (Editora Autêntica), organizado por Nelson Pretto (Faculdade de Educação da UFBA) e Sandra Tosta (PUC - MG). O evento será dia 01 de junho (terça-feira), às 19h, na Escola de Teatro da UFBA e inclui a estreia da peça radiofônica A Vida de Franz Biberkopf, de Alfred  Döblin, com direção de Gideon Rosa (Escola de a Teatro da UFBA), e a audição da adaptação de um dos programas do Movimento de Educação de Base (MEB).


Aliás, uma das razões do livro. Do MEB à WEB foi elaborado com a intenção de mostrar o percurso do rádio desde a década de 1960, quando era utilizado por integrantes dos projetos de alfabetização popular com o objetivo de formação de cidadania, até chegar aos avanços que surgem com a internet. “A rádio web passa a se constituir numa enorme possibilidade, em função da sua potencial riqueza de associação não só do aúdio, mas também de fotografia, vídeos e filmes, criando um verdadeiro espaço multimídia, rico potencial de trabalho para professores e alunos, mas não só para eles”, enfatiza Pretto.



Com estudos de pesquisadores do Brasil, Espanha e Portugal – resultado de parcerias que visam mostrar o desenvolvimento do rádio nestes países – o livro de traz um panorama do uso do rádio na educação. No prefácio, Guillermo Orozsco Gomes (Universidade de Guadalajara, México) reflete sobre o tema, analisando o uso deste veículo de comunicação na América Latina pelos movimentos sociais.


O primeiro lançamento de Do MEB à WEB foi no dia 14/05, na Bienal do Livro de Belo Horizonte. O evento de Salvador terá transmissão pelas Rádios Web da FACED (www.radio.faced.ufba.br) e de Teatro (www.radio.teatro.ufba.br). Leia um capítulo clicando aqui.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CONCURSO IDENTIDADE VISUAL SBGAMES

Até o dia 30 de junho a UNEB recebe inscrições para o concurso que definirá a identidade visual do SBGAMES 2011!

Maior evento de jogos da América Latina, o Brazilian Symposium on Computer Games and Digital Entertainment - SBGAMES - reúne em Universidades brasileiras pesquisadores, estudantes, professores e empresários da indústria de games, tanto do cenário nacional como internacional, para discutir estes elementos tecnológicos sob diferentes pontos de vista.

Em 2011 será realizado em Salvador, integrando instituições públicas e privadas, bem como empresas e o segmento do governo do estado, a exemplo da Secretaria de Cultura, Secretaria da Indústria e Comércio e Secretaria de Ciência e Tecnologia para discutir as possibilidades dos “Social Games”, tema central do evento.

INFORMAÇÕES:

Sala de Pesquisa do Grupo Comunidades Virtuais – Prédio da Pós-graduação – 2º. Andar, sala 2 – UNEB - Cabula – Telefone: 71-3117-2458

E-mail: games@comunidadesvi rtuais.pro. br

Site: www.comunidadesvirt uais.pro. br/sbgames2011

terça-feira, 18 de maio de 2010

BAHIA DE TODOS OS CANTOS


Vale conferir o programa Bahia de Todos os Cantos, que será exibido nesta quarta-feira (19), às 20h, com reprise no sábado (22), às 8h30, na TVE. O destaque deste episódio é o Território do Baixo Sul. A série promete mostrar a nova modalidade de turismo que toma conta da região, além das potencialidades do dendê, os Zambiapungas de Nilo Peçanha, as histórias de desenvolvimento do Quilombo de Boitaraca.


Para descobrir histórias dos moradores, a equipe do programa percorreu várias cidades do território que fica a aproximadamente 270 quilômetros de Salvador. No roteiro da viagem Nilo Peçanha, Cairu e Maragogipinho foram alguns dos municípios visitados, dos 14 que compõem o território. O território é recortado pela beleza exuberante das baías do Baixo Sul, onde o dendê dá o tom e o brilho da identidade da região.

Em Cairu, único município arquipélago do Brasil, com 36 ilhas, o turismo ecológico que vem transformado a ilha de Boipeba em centro de formação ambiental. Ao mostrar as potencialidades do dendê, fruto que representa a identidade do Baixo Sul, a equipe chega a Taperoá, onde há iniciativas de fabricação do Biodiesel.


No município de Nilo Peçanha, a força do Quilombo de Boitaraca que há séculos trabalha o beneficiamento da piaçava; e a tradição dos Zambiapungas que fortalecem a identidade negra do território. E ainda, Jajá da Cachoeira narra o seu encontro com o Lobisomem; Dona Mara de Valença ensina fazer a moqueca de banana da terra com camarão e jabá; e conheça as olarias de Maragogipinho que alimentam a feira de Caxixis.


O programa

Série de TV, revista e portal. Este é o escopo do projeto Bahia de Todos os Cantos, que surgiu a partir da Revista homônima, produto desenvolvido para o Governo baiano e que já está na sua quarta edição. A série contempla 32 episódios com viagens a todos os territórios de identidade do Estado.


Desenvolvimento social, cultural e econômico faz parte da pauta do Bahia de Todos os Cantos. O programa identifica os potenciais de cada território e pretende conhecer cada canto da Bahia com o olhar dos seus moradores, além de identificar as potencialidades de cada região, pontuar os caminhos para o desenvolvimento e os traços culturais.

O Bahia de Todos os Cantos é programa de TV realizado pela Lima Comunicação, com apoio da Secretaria do Planejamento (Seplan), Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), Empresa Gráfica da Bahia (Egba) e Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb).

2ª Temporada

Programa 19/05 e 22/05 – Baixo Sul

Programa 26/05 e 29/05 – Melhores Momentos RMS, Recôncavo e Baixo Sul


Fonte: Divulgação

TECNOLOGIA É BRILHANTE

Boa dica de Antônio Figueiredo. A história da comunicação em Stop-Motion. Clique aqui e confira!

MOSTRA DE AUDIOVISUAL EM ILHÉUS

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Jornal do Futura no Youtube


Não foi possível assistir ao Jornal do Futura pela TV? Não tem problema! A partir de hoje, às 14h, a edição do dia vai estar disponível no Youtube. Para acessar, basta clicas aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

OLAVO BILAC E A TELEVISÃO

Para quem não conhece, vale ler o texto abaixo, escrito por Olavo Bilac para a Revista kosmos, em 1904. Nele, o autor mostra a sua angústia com a possível extinção do livro após o advento do jornal e da revista, demostra o seu incômodo com o processo acelerado de produção de notícias que se impunha e ainda vislumbra o que chamaríamos posteriormente de televisão. Fantástico!

Mais de quatro séculos nos separam do tempo em que os impressores de Moguncia e Strasburgo - espalhando pela Europa algumas folhas volantes, com as notícias da guerra entre gregos e turcos e das victórias do Sultão Mahotmet II - crearam o veículo rápido do pensamento humano, a que se deu depois este curto, mágico, prestigioso e expressivo nome: "jornal". Aquelles boletins dos discípulos e continuadores de Guttemberg foram, de facto, o núcleo gerador d'esta immensa e dilatada imprensa de informação, que avassalla a terra, dirigindo todo o movimento commercial, político e artístico da humanidade, pondo ao seu próprio serviço, à medida que aparecem, todas as conquistas da civilização, aumentando e firmando de anno em anno o seu domínio - e chegando a ameaçar de morte a indústria do livro, como acabam de confessar a um redactor de 'La Revue' todos os grandes editores da capital franceza.


Quem está matando o livro não é pròpriamente o jornal: e, sim, a revista, sua irmã mais moça, cujos progressos, no século passado e neste começo de século, são de uma evidencia maravilhosa. Mas o "jornal" e a "revista" confundem-se, formando juntos a província maior da imprensa, e aperfeiçoando-se juntos, numa evolução contínua, que ninguém pode prever quando nem como alcançará o seu último e summo estadio.


Justamente, agora, nos últimos dias de 1903, dois physicos francezes, Gaumont e Decaux, acabam de achar uma engenhosa combinação do phonographo e do cinematographo - o chronophono -, que talvez ainda venha a revolucionar a indústria da imprensa diária e periódica. Diante do apparelho, uma pessoa pronuncia um discurso: o chronophono recebe e guarda esse discurso, e, d'ahi a pouco, não somente repete todas as suas phrases, como reproduz, sobre uma tela branca, a figura do orador, a sua physionomia, os seus gestos, a expressão de sua face, a mobilidade dos seus olhos e dos seus lábios.


Talvez o jornal futuro seja uma applicação desta descoberta... A atividade humana aumenta, n'uma progressão pasmosa. Já os homens de hoje são forçados a pensar e a executar, em um minuto, o que os seus avós pensavam e executavam em uma hora. A vida moderna é feita de relâmpagos no cérebro, e de rufos de febre no sangue. O livro está morrendo, justamente porque já pouca gente pode consagrar um dia todo, ou ainda uma hora toda, à leitura de cem páginas impressas sobre o mesmo assumpto. Talvez o jornal futuro - para attender à pressa, à ansiedade, à exigência furiosa de informações completas, instantâneas e multiplicadas - seja um jornal fallado, e illustrado com projeções animatographicas, dando, a um só tempo, a impressão auditiva e visual dos acontecimentos, dos desastres, das catastrophes, das festas, de todas as scenas alegres ou tristes, sérias ou fúteis, d'esta interminável e complicada comédia, que vivemos a representar no immenso tablado do planeta...

Por agora - enquanto não chega essa era de supremo progresso -, contentemo-nos com o que temos, que já não é pouco...

[Extraída de Poesias, de Olavo Bilac, organização e prefácio de Ivan Teixeira, Editora Martins Fontes, São Paulo, 1997]. Disponível em: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/comunicacao/0001.html